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[...] Fernando Guiomar, com este Trape-Zape, situa-se no lado intangível da música que não pode (e não quer) ser classificada - simplesmente arrumada numa prateleira de estilos. É nisso que reside o desafio de prazer de "Trape-Zape": um trabalho que percorre o contemporâneo, o jazz e o experimental - suportado numa musicalidade de um Portugal na divisão dos grandes guitarristas. É impossível falar de Trape-Zape sem pensar na forma como uma guitarra acústica pode ser pensada em alternativo, tocada com alma e coordenada com a ausência de convenções. Da mesma forma que pode dialogar livremente com as percussões a bateria de João Luis Lobo, um músico cheio de versatilidades; de resto conhecedor das ambiências do jazz e da música popular portuguesa. Trape-Zape é um disco a respirar ideias. Ideias exibidas no tempo e no espaço (com tempo e espaço) - suficientes para as observar e revisitar em múltiplas leituras. Um prazer controversamente divertido e desafiador. Neste trabalho, Fernando Guiomar conta com a participação de João Luis Lobo na bateria e percussões e de Vasco Sousa no contrabaixo - dois músicos que partilharam o mesmo grande desafio de interpretar a diferença, com novidade. At-Tambur